POR QUE GILGAMESH?

Considerada a mãe de todas as histórias o mito de Gilgamesh remete a 2.750 a.C. Tem origem na Suméria, mas sua versão mais acabada é da antiga Babilônia. Ele é o arquétipo do herói, que ousa buscar a imortalidade reservada somente aos deuses; na sua aventura não conquista a imortalidade, mas conquista a sabedoria.

O NASCIMENTO DE GILGAMESH

(A.S. Franchini & Carmem Seganfredo)
O monte Mashu está situado em frente ao vasto pórtico do Mundo, onde o sol todos os dias se ergue. Como um gigantesco marco, a portentosa montanha está ali afixada desde a criação do mundo, a delimitar as fronteiras do céu e da terra. Mashu quer dizer "monte gêmeo" e é tão alto que o cume do mais elevado dos seus picos chega a perfurar duas vezes o céu. Homem algum pode enxergar-lhe o topo, pois este é um privilégio reservado somente aos deuses.
É no pai de todos os cumes de Mashu que uma jovem de incomparável beleza, fora do alcance de qualquer mortal, prepara-se para dar à luz o seu filho. Sua beleza é inacessível aos mortais porque ela não é uma mera mortal, mas Ninsum, a deusa suprema de Uruk. Por isto mesmo, o fruto do seu ventre será um misto de homem e deus: um terço divino e dois terços humano. Mas se o filho da deusa não será um homem comum, tampouco será uma divindade. Devido a sua natureza predominantemente humana, o novo ser não poderá usufruir da dádiva maior dos deuses: a imortalidade.
Fatalidade com a qual o futuro rei de Uruk jamais irá se conformar.

O nome do filho, Ninsum já tem nos lábios: Gilgamesh, "o antigo ancestral renascido".
 

EPOPEIA DE GILGAMESH
Trechos da tradução de Jacyntho Lins Brandão

Alto é Gilgámesh, perfeito, terrível:
Abriu passagens nas montanhas,
Cavou cisternas nas encostas do monte,
Atravessou o mar, o vasto oceano, até onde nasce Shámash (o sol),

Palmilhou os quatro cantos, em busca de vida,
Chegou, por sua força, ao remoto Uta-napíshti,
Repôs os templos arrasados pelo dilúvio,
Instituiu ritos para toda a humanidade.

 

ESTÃO PRONTOS

PARA A AVENTURA?

Aventura, do latim "ad venture", significa literalmente: "O que vem pela frente". Portanto, participar de uma atividade de aventura significa estar preparado para o que vier pela frente, inclusive, e especialmente, o imprevisto ou inesperado. Aventura significa assumir e correr riscos ainda que parcialmente calculados.

Pera aí Adnan... esse papo é para nos

motivar ou para nos assustar?

Mais ou menos os dois!

Experiências aventurescas vão criar uma estimulação psicológica e fisiológica. Estímulos que podem gerar respostas aparentemente negativas como, por exemplo, o medo ou positivas como, por exemplo, a coragem. Assim, neste caso, assustar e motivar são quase a mesma coisa e o resultado depende muito de como cada um encara particularmente a vivência do desafio e da aventura.

Aventuras, se realizadas com genuíno espírito aventureiro, tornam-se desafios. Desafios que fazem aflorar a coragem(que não exclui o medo) e a determinação. Vão gerar ganhos de conhecimento, de crescimento e vitórias pessoais como no caso dos inúmeros pioneiros que exploraram os quatro cantos do nosso planeta. A aventura transforma o aventureiro proporcionando mudanças que nos fazem evoluir.

Para algumas pessoas, uma grande aventura é a busca de conhecerem-se a si mesmas e mesmo que, nas pequenas aventuras, esse não seja o objetivo principal, é comum ocorrer do aventureiro se encontrar com alguma parte sua esquecida ou pouco acessada, ou seja, passam a conhecer melhor a si mesmas. Passam a conhecer melhor suas limitações físicas e o quanto podem ser superadas, conhecer melhor seus estados de ânimo e o quanto podem ser modificados, conhecer melhor suas capacidades de empatia e socialização e refiná-las ou ampliá-las.


No tipo de aventuras que realizamos, além dos desafios físicos, nossos objetivos em geral são:

    • Percorrer trilhas belas e encantadoras;
    • Ter um contato mais íntimo com a natureza em ambientes menos afetados pelo homem;
    • Contemplar paisagens espetaculares;
    • Às vezes até presenciar um nascer ou pôr do sol magníficos.

Mas como aventureiros precisamos aceitar o que vier. E esse “o que vier” será o cansaço, algum grau de desconforto e dor pelo esforço. Não existir um banheiro adequado e ter que usar o "matinho". Pode ser a chuva, pode ser o calor, pode ser o frio, podem ser pequenas lesões ocasionadas por quedas, pedras e vegetação e, em boa parte das vezes, não ter aquele visual especial esperado. Mas, mesmo assim, os ganhos internos estão lá e não há mal tempo que pode tirá-los de nós.

A satisfação de nossas expectativas positivas nos trazem o prazer e o contentamento, mas é, justamente, quando o inesperado, o não previsto, acontece que somos mais desafiados. E é nestes momentos de desafio real que ampliamos nossos talentos e crescemos como seres humanos.

"As pessoas reativas são afetadas somente pelo ambiente físico. Se o tempo está bom, elas se sentem bem. Caso contrário, mudam a atitude e performance. As pessoas proativas carregam o tempo dentro de si. Faça chuva ou faça sol, não interessa, elas avançam graças a seus valores."

Stephen R. Covey

Importante destacar: Não estamos sozinhos! Em grupo temos vantagens adicionais e para além das conquistas individuais. Um grupo unido e motivado é capaz de conquistas até maiores e significativas do que cada indivíduo poderia alcançar isoladamente.

Os ganhos com a aventura são inúmeros!
Estão prontos para aventura?

 

O ESFORÇO NÃO É OPCIONAL!

Significado de Esforço:

Mobilização de forças, físicas, intelectuais ou morais, para vencer

uma resistência ou dificuldade, para atingir algum fim.

Em algum momento já nas primeiras aventuras do Gilgamesh algo ficou muito evidente:

Para poder desfrutar das trilhas e dos visuais maravilhosos que encontramos nos ambientes naturais que visitamos, temos que obrigatoriamente realizar uma boa dose de esforço, esforço que vai variar de aventureiro para aventureiro, mas que sempre será necessário. É o preço a pagar por este privilégio.


Assim, não é por acaso, que esta se tornou uma de nossas máximas: 
O esforço não é opcional!

Mas vale a pena?


Esta é uma resposta muito pessoal, que depende do interesse

e da prioridade que damos para as nossas conquistas nestas aventuras.

O problema é que, dependendo da dose de esforço que realizamos, ele pode assemelhar-se e confundir-se com seu irmão o "sofrimento". Quando o esforço é exagerado ele vai ultrapassar a marca do esforço sadio, que é indispensável para nossas conquistas, e tornar-se sofrimento que normalmente é negativo para qualquer ser vivo.


Mas o sofrimento também é muito particular e cada um terá uma tolerância pessoal para a dor que pode suportar para alcançar algo. Neste caso o X da questão é encontrar um ponto de equilíbrio entre esforço e motivação, pois quando estamos motivados nossa percepção de sofrimento fica reduzida.


Por isso, na maioria das vezes, antes de começar a trilha, eu brinco dizendo:

Para quem não esta acostumado com as trilhas, principalmente no início da trilha, experimentará um bom desconforto físico. Você vai cansar, você vai cansar, você vai cansar mais um pouco, você vai achar que não vai suportar mas, e em algum momento, normalmente entre 20 e 30 minutos, você vai cansar de ficar cansado e reagirá e ficará bem melhor.


É claro que que exitem questões fisiológicas envolvidas, mas é inegável que há um umbral do esforço a ser ultrapassado e após isso ficamos psicologicamente mais adaptados e curtimos mais a ascensão ou caminhada.
Outra "manha" também conhecida é sobre o último trecho de caminhada, acredito que algo em torno que 5% a 10% do total da atividade. Quase sempre, não importa muito a duração da trilha, seja 2 horas ou 12 horas, no final sempre estaremos mais "acabados", sempre vem a sensação de que a trilha nunca terminará. Na maioria das vezes nos deixamos enganar com o pensamento de que estamos muito cansados, mas a verdade é que sempre conseguiríamos exercer mais uma boa dose de esforço se fosse necessário.

Mas o mais importante a ser considerado é que o treinamento, a preparação física e psicológica prévia às aventuras, é fundamental. Quanto mais e melhor nos preparamos com outras atividades físicas regulares, melhor será nosso desempenho e menor será o sofrimento para alcançarmos nossos objetivos. Se não estamos dispostos a este esforço prévio é porque, na verdade, não temos interesse e motivação suficientes para "merecer" estar nas aventuras. E se mesmo assim insistirmos em querer participar de aventuras muito acima das nossas atuais capacidades, quem pagará o preço com uma boa dose de sofrimento, seremos nós mesmos. E a aventura ao invés de ser um prazer, uma fonte de satisfação e de conquista, se tornará um castigo. Sem falar de que quando estamos fazendo a atividade em grupo, o grupo também pagará por isso, com prolongamento desnecessário da atividade.

Outra dica: Se você é iniciante, procure começar por atividades classificadas como para Iniciantes, não só por conta do preparo físico, mas também para poder experimentar-se a si mesmo, saber qual é sua tolerância para o esforço, treinar sua psique para tolerar melhor a impressão de sofrimento.


Acredite, mesmo nós, mais experientes que fazemos trilhas com frequência, também passamos por estes desconfortos em todas elas, só que já estamos mentalmente treinados e adaptados ao ponto de, na maioria das vezes, nem percebermos isso.

Se você quer começar a aventurar-se ou se busca aventuras maiores:
Prepare-se, pois o esforço não é opcional! (embora o sofrimento, seja)

Esta dica não serve só para as trilhas, serve para qualquer área de nossa vida,

para qualquer conquista que pretendamos realizar.

 

CONDUTA NA TRILHA

  • Atenda sempre as orientações do guia, pois a segurança e a harmonia do grupo dependem disto.

  • Pratique a cortesia na trilha, ajudando os demais sempre que possível.

  • Hidrate-se durante a trilha, não espere ter muita sede para isso. Tome poucas quantidades várias vezes. 

  • Alimente-se bem, mas sem excesso, principalmente antes de iniciar a atividade.   

  • Não se afaste da trilha e se o fizer que sempre esteja visível para os demais.

  • Respeite o ritmo do grupo.

  • Informe imediatamente algum mal-estar ou outro problema que afete seu deslocamento na trilha. Se necessário temos um kit básico de primeiros socorros incluindo alguns medicamentos.   

  • O principal responsável por sua segurança é você mesmo e apesar sempre tomarmos as precauções básicas e de não termos tido nenhum acidente grave nas muitas aventuras que já realizamos (somente alguns belos tombos e arranhões que fazem parte do show), não nos responsabilizamos por qualquer acidente que envolva atitudes imprudentes dos participantes.

  • Música na trilha só a feita pela natureza e o som dos nossos passos!

  • Não retire plantas nativas e retorne com todo lixo que você gerar.

       “Na trilha só deixamos pegadas, da trilha só levamos fotos e lembranças.”


É natural e saudável que sintamos algum desconforto físico durante parte da atividade. Assim como em todas as áreas de nossa vida este desconforto é um preço a pagar pela superação de nossas limitações e consequente crescimento.

“O esforço não é opcional!”